Livre-se dos inconvenientes e dos altos custos das bombas submersíveis

Estação Elevatória da ETE Rio Quitandinha – Águas do Imperador – Petrópolis, RJ.

Bombas re-autoescorvantes: a mais atual tecnologia no bombeamento de esgotos e efluentes.

No passado, nas Elevatórias de Esgotos ou de Efluentes, era com um a utilização de Bombas Verticais em poço úmido ou Bombas Horizontais, instaladas “afogadas” em um poço seco. Estas alternativas apresentavam os seguintes aspectos inconvenientes: elevados custos de manutenção e dificuldades para retirada da bomba vertical, devido ao seu eixo prolongado com mancais intermediários e no caso das bombas horizontais, os altos custos de obras civis para construção do poço seco, além dos riscos de inundação.

Em um passado mais recente tornou-se freqüente a especificação das chamadas Bombas Submersíveis, que apresentavam vantagens comparando-se com os equipamentos mais antigos. O projeto de uma Estação Elevatória com bombas submersíveis tem entre suas principais características:

  • A bomba é instalada em poço úmido, ficando o conjunto moto-bomba submerso no líquido bombeado;
  • O poço de sucção, devido aos requisitos hidráulicos das bombas, é de grandes dimensões;
  • A bomba pode ser instalada com um sistema de acoplamento automático a tubulação de recalque por meio de um tubo guia e pedestal ou através de mangotes flexíveis. Em ambos os casos, para o içamento das bombas, utiliza-se guincho e correntes.

Os usuários destas bombas submersíveis, entretanto, passaram a encontrar as seguintes dificuldades:

  • Para executar-se a manutenção do equipamento, é necessário retirar a bomba do poço. Ocorrem, então, dois problemas: na retirada a bomba traz o esgoto aderido à carcaça (oferecendo riscos de saúde para o operador e para o mecânico); o esgoto do poço contamina a junta que faz a vedação entre a bomba e a tubulação de recalque e na recolocação raramente a bomba fica perfeitamente encaixada.
  • O travamento do conjunto girante devido à aspiração de sólidos longos, finos e resistentes (arames, fios elétricos, tiras de couro, etc) que passem pelo crivo da sucção provocam grandes danos devido ao fato do conjunto ser monobloco (um eixo único para a bomba e motor). O travamento gera, na maioria das vezes, quebra da carcaça e dos selos mecânicos com inundação e queima do motor elétrico. Este reparo normalmente alcança entre 60% a 70% do custo de uma bomba nova.
  • A freqüência de manutenção é alta.
  • O custo de manutenção também é alto devido requerer mão-de-obra especializada.

Atualmente, tanto nos projetos de novas Estações Elevatórias, como na modernização de Estações antigas, as Bombas do tipo Re-autoescorvantes tem sido mais utilizadas que as de concepção de projeto mais antigo (verticais e submersíveis), em uma proporção crescente, na medida que os profissionais envolvidos tenham conhecimento das vantagens desta nova tecnologia. Os benefícios das Bombas Re-autoescorvantes estão presentes na fase de elaboração de projeto e na construção da Elevatória, isto é, simplicidade da instalação e baixos custos das obras civis.

Empresas de Saneamento, tanto públicas como concessionárias privadas estão adotando esta tecnologia mais atual. A CEDAE- Cia. Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro estabeleceu norma para “Projeto e Construção de Estações Elevatórias de Esgoto Sanitário – NT-3.200-000.000-SPT-04-001 – em que recomenda expressamente o uso de bombas re-autoescorvantes.

“Download” desta norma pode ser obtido neste link.

Deve-se ressaltar, entretanto, que os maiores benefícios serão notados pelos usuários do equipamento (operadores e mecânicos de manutenção) devido à facilidade, autonomia e rapidez para a execução de eventuais reparos e com custos muito menores que os das bombas submersas ou verticais.

As elevatórias equipadas com bombas Re-autoescorvantes têm as seguintes características:

  • A bomba é instalada em casa de bombas estanque, sem contato com o poço de sucção. Apenas o tubo de sucção fica submerso no líquido.
  • O poço de sucção é condicionado apenas por requisitos hidráulicos, sendo reduzido ao essencial, portanto o volume de concreto empregado é menor que no caso das bombas submersíveis.

Bombas auto-escorvantes convencionais, também chamadas de auto-aspirantes, são adequadas para operar, exclusivamente, com líquidos limpos, isentos de partículas e também sem possibilidades de sedimentação, pois não têm capacidade de fazer re-escorvamento. Na hipótese de ocorrer falha na válvula flap (na parte interna da bomba), devido a uma pequena partícula (grão de areia, por exemplo), sedimentação ou desgaste, a bomba auto-escorvante convencional não terá capacidade de eliminar o ar da tubulação de sucção.

ETE Rio Quitandinha em Petrópolis (RJ), em operação desde 2007

Estação Elevatória da ETE Rio Quitandinha – Águas do Imperador – Petrópolis, RJ.

Estação Elevatória da ETE Rio Quitandinha – Águas do Imperador – Petrópolis, RJ.

Bombas E-8 – 875.000 litros/hora. Com capacidade para tratamento de 21 milhões de litros de dejetos/dia, a ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Rio Quitandinha utiliza processo biológico e vai beneficiar 70 mil moradores da Região Sul do município. Diferente da média nacional, em que apenas 30% do esgoto recebem tratamento, Petrópolis tem 64% do esgoto da cidade tratado e a água devolvida aos rios voltará com 85% de redução da carga orgânica inicial. A obra, realizada em parceria com o BNDES, a Prefeitura de Petropolis e a Companhia Águas do Imperador, integra o Programa de Despoluição dos Rios do Centro Histórico de Petrópolis.

A seguir algumas sugestões de instalações mais freqüentes para bombas do tipo re-autoescorvantes.

Hidrovector está à disposição para analisar seu caso específico e sugerir a solução mais conveniente. Entre em contato pelo telefone 21 2423-4099 ou por email vendas@hidrovector.com.

Instalação com bomba na superfície

Instalação com bomba na superfície.

Instalação com bomba na superfície.

Instalação subterrânea com estrutura metálica

Instalação subterrânea com estrutura metálica.

Instalação subterrânea com estrutura metálica.

Instalação subterrânea em poço seco em concreto

Instalação subterrânea em poço seco em concreto.

Instalação subterrânea em poço seco em concreto.

1 Comment on "Livre-se dos inconvenientes e dos altos custos das bombas submersíveis"

  1. Jorge Luiz Falcão | 26/09/2014 at 16:54 | Responder

    Sou Gerente de Oficina da empresa de saneamento do Estado da Bahia e sofremos muito com as manutenções de bombas submersíveis com falhas frequentes, custo de manutenção elevado e derramamento de esgotos em rio e mares o que gera em muitos casos multas ambientais. Sou internamente na empresa um forte opositor no uso destes equipamentos, mas, minha voz tem surtido muito puoco efeito e a cada novo projeto que se implanta surgem novas bombas deste tipo e consequentemente mais problemas operacionais e mais custos para a empresa. Pesquisando na internete encontei este artigo no qual faço meus comentários. Além de problemas técnicos estes equipamentos trazem forte risco na saúde do trabalhador devido a contaminação por inteiro da carcaça da bomba e em muitos casos o trabalhador adentra ao poço para reparos em pedestais, tubos guias, etc o que o coloca em contato direto com os dejetos mesmo utilizando EPI´s. Não sou totalmente adepto de bomba auto-escorvante devido problemas já relatado neste artigo, porém, são muitos melhores que as submersíveis. Para encerrar, informo que também temos algumas elevatórias em poço seco utilizando bombas de eixos tanto horinzotais como verticais operando com grande sucesso e baixo indice de falhas. Estes equipamentos nos dão forte segurança operacional mesmo operando sistemas com grande quantidade de areias.

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